A Carol também enviou o seu texto!! Vem ler! <3

A Carolina Marielli também enviou o seu texto para a Sereno Fotografia!

Já faz algum tempo que você pode enviar o seu texto para ser publicado na sessão Textos de Leitores do nosso site. Esta sessão de posts visa inspirar centenas de pessoas a se amarem mais e aceitarem melhor seus corpos. O que queremos aqui é incentivar o amor próprio e elevar a autoestima das pessoas que visitam este espaço. Aqui a diversidade é mais do que bem vinda! Venha fazer parte desta festa também! Faça como a Carol, o Matheus, o Ricardo, o Christian, o Luis e a Tininha, e nos envie o seu texto você também! Clique aqui para saber mais!

 

Texto:

Tenho muito carinho e afinidade pelo Guilherme e seu trabalho, acredito que alguns caminhos secruzam por alguma demanda de energia que podemos chamar de destino. Com o Guilherme foi assim, encontrei-o em meio as questões da Arte Contemporânea. Coisas do destino, mas me parece que esse é um dos espaços para se falar/escrever sobre isso, não é mesmo?

Pois bem, vamos lá… desde que conheci o trabalho do Guilherme passei a acompanhar suas publicações e um dia li um texto que ele publicou sobre autoestima, bastante sensível e que me tocou pessoalmente, passei alguns dias pensando sobre aquelas palavras, comentei a respeito e percebi que mudam-se os personagens, mas as histórias tem algumas matrizes comuns. Algum tempo depois, ele publicou outros artigos e nessas de me indicar as leituras ele fez o convite para escrever a “minha história”. Então vamos lá….

 

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Nosso corpo

Começo dizendo que nosso corpo é a nossa condição de estar no mundo e não fui eu quem inventou isso, vou deixar no final do texto umas referências (olha ai eu sendo professora). O nosso corpo corresponde a nossa materialidade, nosso meio de interação, como percebemos, nos expandimos, agimos, sentimos e nos comunicamos. Mas toda essa potência foi e ainda é considerada um perigo, não é à toa que a história, e também a história da arte, nos conta, mesmo que nas entrelinhas, sobre quantas vezes tentou-se reprimi-lo e anula-lo. Estabelece-lo como algo impuro, inconveniente e proibido. As mulheres que o digam, não é mesmo? Imagine que ainda é um tabu falarmos por exemplo em menstruação. Masturbação então… OMG…

Mas para muito além das questões religiosas ou morais, outras instancias também determinaram e determinam nossas relações com o nosso próprio corpo, uma delas a mais onipresente (palavra forte, não é mesmo) é a cultura de massa e seus modelos. E ela está ai impregnada em nosso cotidiano, imputando valores normatizantes do que é por exemplo a felicidade, a beleza, o amor e repleta de modelos . Modelos, isso mesmo.

 

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Modelos

Modelos que dizem o quão esbelto, magro, jovem devemos estar para sermos aceitos e amados. Não vou dizer que isso sempre me foi claro, pelo contrário revisitando minha trajetória pessoal, recordo-me das inúmeras vezes que condicionei minhas ações, afetos, felicidades e expectativas à esses modelos. Quantas vezes submeti-me a dietas, que tiveram início ainda no início da minha pré-adolescência, os medicamentos que ingeri durante anos da minha juventude, dos excessos que cometi no início da minha vida adulta em academias buscando supostamente ser “saudável”, das cirurgias que cogitei em fazer para acertar aquilo que eu considerava inadequado no meu corpo e do impacto emocional que tive diante de tantas pressões.

Buscar esse rompimento, abandonar esses modelos e encontrar minha própria beleza, mesmo que hoje me pareça tão natural, não foi fácil, principalmente porque ele se deu num momento em que revi muitos dos valores que carregava comigo, mas que não eram de fato meus. E sim uma sobreposição de expectativas sobrepostas de um acúmulo histórico de outras expectativas dos quais qualquer pessoa que viva em conjunto com outras pessoas sofre e que ainda que em menor medida algumas persistem em me causar algum sofrimento.

De qualquer maneira esse processo de desconstrução se deu num embate diário comigo mesma. O termino de uma relação afetiva relativamente longa, o avançar para maturidade e sobretudo com a percepção do quanto nossas escolhas e decisões impactam nesse lugar que chamamos de mundo. A primeira dificuldade diante disso tudo foi a me olhar diariamente no espelho e me reconhecer.

 

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Faça como a Carol e nos envie você também o seu texto para inspirar centenas de pessoas a se amarem e a se aceitarem mais! Sereno Fotografia, o blog onde a fotografia se encontra com a autoestima!

 

Reconhecimento

Reconhecer que eu era muito mais do que a projeção do que os outros faziam de mim e reconhecer que muitas vezes é mais fácil seguir a norma, do que é ser desejável, do que é considerado sucesso, da felicidade que se vende nas capas de revista, nas bulas dos medicamentos e nas redes sociais, principalmente se tratando de uma mulher que se aproxima dos 40 anos. Mas não sou do tipo que segue por caminhos fáceis.

Precisei compreender que eu não cabia nesses estereótipos que nos bombardeiam diariamente e que se eu quisesse viver com plenitude eu teria que encontrar ao longo da minha jornada outras vozes. Debater com elas e me reconstruir em espaços como esses onde cabem a representatividade de um corpo, no meu caso, feminino, gordo, não tão jovem, com suas próprias marcas, cicatrizes, desejos e experiências.

Dizem que ninguém nasce desconstruído e de fato acredito que é o meio que nos constrói, mas precisamos ter coragem, mesmo depois de construídos, de nos desconstruirmos e reconstruirmos. Você é um ser sem igual e seu corpo faz parte desse ser.

 

SILVEIRA, Fernando de Almeida. Michel Foucault e a construção discursiva do corpo do sujeito
moderno e sua relação com a psicologia. Psicologia em Estudo, 2008.
PETRUCIA DA NÓBREGA, Terezinha. Corpo, percepção e conhecimento em Merleau-
Ponty. Estudos de Psicologia, v. 13, n. 2, 2008.
Entre outros.

 

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Agora é o Gui quem está falando.. ou melhor.. escrevendo…

Gostaria de enfatizar aqui o quanto eu fiquei feliz ao receber este texto, principalmente de uma pessoa que me desperta tanto carinho e admiração. Nas aulas da Carol despertei minha mente para muitas coisas, e desconstruí muita construções internas que já não me faziam bem. Concordo com o que ela disse no comecinho do texto: Acredito que alguns caminhos se cruzam por algum motivo, mesmo que ele ainda não nos seja revelado de início. Quero agradecer imensamente à esta pessoa maravilhosa, não só pelo lindo texto (pelo qual eu muito me identifico), mas também por toda a aprendizagem que adquiri dela.

Carol, você é uma pessoa maravilhosa! E que muito mais pessoas possam ter o privilégio de ter você como professora. Te admiro muito!

 

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